Adriano Novaski lê carta aberta de professores que critica proposta sobre acesso irrestrito às escolas
A sessão da Câmara de Capão da Canoa foi marcada por um debate sobre a rotina das escolas municipais após o vereador Adriano Novaski apresentar em plenário uma carta aberta elaborada por profissionais da educação da rede. Segundo o parlamentar, o documento foi encaminhado por representantes da categoria como manifestação sobre a proposta do vereador Eduardo Diou que trata do acesso de pais e responsáveis às instituições de ensino.
Durante a leitura, Novaski afirmou que a carta expressa a visão de quem atua diariamente no ambiente escolar e conhece a realidade das unidades de ensino. O texto questiona a possibilidade de livre acesso de pais e responsáveis às escolas em qualquer horário e sem agendamento para conversar com professores, apontando impactos no funcionamento pedagógico, na segurança da comunidade escolar e na organização do trabalho docente.
Entre os pontos destacados, a manifestação menciona a circulação de pessoas sem supervisão, a limitação das atribuições dos profissionais de vigilância e a necessidade de ampliação do quadro de funcionários caso a medida avance. O documento também sustenta que o atendimento às famílias já é previsto pela legislação educacional, com horários destinados ao planejamento e ao diálogo entre escola e responsáveis.
A carta cita ainda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), ressaltando a exigência do cumprimento de 800 horas distribuídas em 200 dias letivos, além da reserva de parte da carga horária do professor para atividades extraclasse. Segundo a argumentação apresentada, interrupções durante o período de aula poderiam comprometer diretamente o processo de ensino e aprendizagem.
Outro trecho da manifestação reforça que a participação das famílias é considerada essencial, mas deve ocorrer de forma organizada, com respeito aos horários, espaços e momentos definidos pela escola. O texto defende que o agendamento prévio é uma estratégia para garantir atendimento qualificado e preservar a rotina pedagógica.
Ao final, o vereador afirmou que a intenção da leitura foi dar voz aos profissionais da educação e ampliar o debate sobre propostas legislativas relacionadas à rede municipal de ensino.




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